terça-feira, novembro 13, 2012

Wow! I'm alive!

Sim, além de viva estou com vontade de voltar aos meus blogs. No idea why, mas acho que é uma coisa boa, or not. Enfim.

Com o ENEM do ano passado passei em uma universidade pública. UTFPR. Comecei esse blog falando que iria estudar para entrar em uma universidade pública. E cá estou, não exatamente onde queria, mas perto.
E não. Eu não estudei em todo esse tempo de blog. Só fui melhor que algumas pessoas, devo confessar que fiquei muito feliz ao saber que tinha nota para a linda UFRJ, mas nenhuma vontade de ir para o Rio de Janeiro, além da UF. Mas, meu destino é Curitba. Cidade natal do Anthony, será que isso influenciou minha decisão? Sim. Mas não é o único motivo. Curitiba > Rio. UFRJ > UFPR.

Esses detalhes não importam agora. O que importa é que estou mudando de cidade, indo morar sozinha. Sem meus pais. Que antes me deixavam louca e agora não deixam mais. Aqui em casa, no geral, está tudo melhor e até acho um "mau" momento para sair, ao mesmo tempo é um sonho que se realiza.

Vou morrer de saudade deles.

E de toda a mordomia.
As condições financeiras em CWB serão tensas, morar sozinha, depois de um hiato de 3 anos nos estudos, voltar a estudar e procurar emprego.
Porque mudança muita é pouco :)

Eu estou tomando antidepressivos e indo na psiquiatra mensalmente. Eu tenho depressao e estou me tratando :)
Por muitos anos senti uma angústia inconsolável, pelo simples fato de estar viva, ter de acordar ou até mesmo passear. E sem saber o que era, achava normal. Coisa de jovem, de gente mimada que não tem motivo pra chorar, que tem tudo e não aprecia. Além de achar isso, ouvi muito também.
Agora sei que não é normal, que viver não é uma angústia. Mas que eu estava doente e depois de médicos errados e muito remédio caro, a gente acha a felicidade. Ou vê a vida de uma forma mais leve, pois não iria tão longe. Nem acho que antidepressivos são happy pills. Quem dera.
Brincadeiras a parte, depressão é uma doença e remédios são uma cura. E muita força de vontade.
O nome de um dos remédios que tomei era EFEXOR. Esse devia ser o nome de super-herói, de um bem foda. Foi o primeiro remédio que me fez acreditar que realmente estava doente, que me sentir daquele jeito não era normal, nem era frescura. Me fez sentir bem. Claro que não é mágica, ao contrario, é algo bem sutil, mesmo meus amigos não notaram, mas antes de dormir eu não queria mais que aquele dia fosse o ultimo.

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